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voto consequente
terça-feira, 21 de maio de 2013
Tribunal de Justiça confirma condenação de deputados por Improbidade Administrativa
O Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP), através da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Público (PRODEMAP), conseguiu a condenação por Improbidade Administrativa do deputado estadual Eider Pena e do ex-parlamentar Paulo José, após comprovação de que ambos utilizaram servidores pagos pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá (ALEAP) em atividades eleitorais ou de cunho pessoal.
No caso do deputado Eider Pena, o MP/AP comprovou a contratação de servidores lotados em seu gabinete, mas que na prática atuavam em uma Fundação chamada Damariis Pena, ligada ao parlamentar. A testemunha fundamental no processo, Kélson da Silva Costa, confirmou ao MP/AP que nunca trabalhou na Assembléia Legislativa, sendo que as folhas de ponto diário, timbradas com papel da Casa de Leis eram assinadas em um dos prédios da fundação, localizado em Santana. O outro endereço, de acordo com o próprio réu, funcionava no antigo Hotel Guará, hoje prédio Anexo da ALEAP.
Na decisão que condenou o deputado, o juiz Paulo Cesar do Vale Madeira – 6ª Vara Cível e de Fazenda Pública de Macapá – disse que tais procedimentos ocorrem com frequência. “Essa prática vergonhosa de pôr os servidores do gabinete para fazerem o trabalho de cabos eleitorais, infelizmente, é algo disseminado nos Parlamentos brasileiros, pois existe uma verba destinada à contratação de pessoal e não há um controle preciso sobre que tipo de atividade cada um está exercendo”, assinalou.
O magistrado ainda acrescentou, “se todos os servidores nomeados pelos deputados fossem prestar serviços diretamente nos gabinetes, provavelmente, não haveria lugar para a metade deles, pois muitos são nomeados e, de fato, nem sequer aparecem no local de trabalho, ficando apenas cuidando dos interesses privados dos parlamentares. A sociedade não pode mais tolerar essa prática, pois fere de morte princípios constitucionais da Administração Pública, dentre os quais a moralidade e a finalidade pública”, argumentou o juiz Madeira.
O deputado recorreu ao Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) para tentar anular a decisão do juiz, mas não obteve sucesso, pois o pleno do Tribunal manteve a condenação.
Ex-deputado estadual Paulo José é condenado por prática semelhante
Em procedimento muito parecido, o MP/AP comprovou também que Paulo José da Silva Ramos, na condição de deputado estadual, contratou o cidadão Ronaldo Costa Picanço para trabalhar como vigilante em sua residência e escritório entre fevereiro de 2004 e fevereiro de 2005. Porém, de igual modo, o pagamento de seu salário era feito pela Assembléia Legislativa do Estado do Amapá.
“Os depoimentos e testemunhos colhidos na instrução de processo trabalhista confirmam que Ronaldo Costa Picanço sempre trabalhou na vigilância da residência do requerido e que nunca prestou qualquer serviço relacionado com a função pública para a qual foi nomeado”, garante o juiz Paulo Madeira.
Para o promotor de justiça Adauto Barbosa, titular da PRODEMAP, condenações como essas devem ter um significado muito maior para a sociedade. “Não estamos falando apenas do valor financeiro a ser devolvido, mas do abalo ético e moral que todos nós sofremos quando nossos parlamentares são flagrados em crimes contra a própria administração pública. Não podemos tolerar tais comportamentos”, desabafa.
O que diz a Lei 8429/92 de Improbidade Administrativa
Art. 9º. Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no artigo 1º desta Lei, e notadamente:
IV – utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no artigo 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades.
Constatada a improbidade, consistente no uso de servidor público para interesse particular, cabe o ressarcimento integral do dano.
Ressarcimento ao erário
O deputado Eider Pena, além das demais penas previstas, terá que ressarcir ao Poder Legislativo, a importância de R$ 12 mil (doze mil reais), correspondente aos dois anos de contratação do servidor Kélson da Silva Costa.
O ex-parlamentar Paulo José foi condenado a devolver para os cofres da Assembleia Legislativa a importância atualizada de R$ R$ 10.258,59 (dez mil, duzentos e cinquenta e oito reais e cinquenta e nove centavos) correspondente ao período em que o servidor Ronaldo Costa Picanço constou como servidor da Casa de Leis.
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
quinta-feira, 18 de abril de 2013
AMAPÁ REALIZA O DIA DO BASTA À CORRUPÇÃO

Nos dias 19, 20 e 21 acontece em todo Brasil mais uma edição do Dia do
Basta à Corrupção. Este evento teve início em novembro de 2011, após a vergonhosa
absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz flagrada recebendo propina no Distrito
Federal, e reuniu mais de 50 mil pessoas em Brasília. As mobilizações decorrentes
deste dia dão continuidade ao calendário de ações nacionais que buscam despertar a
sociedade na defesa de seus direito e contra todo tipo de corrupção.
No Amapá a atividade ocorrerá no dia 19 de abril e tem como principais
bandeiras a luta contra a PEC 37, a PEC da Impunidade, o fim do foro privilegiado e o
fim do voto secreto no parlamento. No plano local, as bandeiras são prioritariamente o
imediato afastamento de Brahuna dos processos envolvendo seu amigo Moisés Souza,
a cassação do mandato de Edinho Duarte e Moisés Souza e o afastamento definitivo
de Júlio Miranda do TCE, além de se cobrar ainda a conclusão e o julgamento de todos
os processos oriundos das operações da Polícia Federal ocorridas no Amapá, com a
devida condenação dos culpados e a devolução de todo dinheiro roubado.
O Dia do Basta ocorrerá no Amapá no dia 19 de abril, sexta-feira,
a partir das 16 horas, na Praça da Bandeira.
A ação está sendo construída exclusivamente por movimentos sociais
independentes, pacíficos e apartidários. Toda sociedade é convidada a participar e não
serão permitidos símbolos, bandeiras ou quaisquer elementos partidários. Sugere-se
ainda que os participantes vistam roupas pretas ou brancas.
Amapá Contra a Corrupção
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
Movimento Mãos Limpas
Ong Transparência Amapá
https://www.facebook.com/events/172577929563511/
terça-feira, 9 de abril de 2013
Ação nacional contra a PEC 37, a PEC da Impunidade
Nesta sexta feira, 12 de abril, todas as capitais brasileira estarão mobilizadas contra a PEC da Impunidade.
Após uma semana de mobilização pelos municípios do interior, as Organizações Sociais e as Associações de Promotores e Procuradores de todo Brasil realizam atos contra a PEC 37 em todas as capitais, no Amapá a atividades será na Praça da Bandeira, a partir das 9 horas.
Durante o ato haverá distribuição de adesivos para carros, panfletos informativos sobre a PEC e intervenções de esclarecimento para sociedade sobre os prejuízos que todos sofrerão caso a emenda seja aprovada. Também haverá distribuição de pizza com o intuito de criticar a tentativa de calar a principal voz de defesa da sociedade e de luta contra a corrupção, que é o Ministério Público.
A Proposta de Emenda Constitucional 37, também conhecida como PEC da Impunidade, determina que todas as investigações criminais sejam realizadas exclusivamente pela polícia judiciária, ou seja, qualquer outro órgão, instituição, entidade e até o simples cidadão, não poderá produzir provas, muito menos levantar informações sobre qualquer crime que tenha conhecimento. Com a PEC, todas as provas levadas ao judiciário que não tenham sidas produzida polícia judiciária poderão ser consideradas ilegais, o que fragilizará a sociedade como um todo.
A PEC foi proposta em 2011 e vinha sendo discutida somente nos escaninhos da Câmara, com a divulgação da proposta por parte das associações de membros do Ministério Público e das Organizações Sociais, a sociedade passou a tomar conhecimento e a debater o assunto, com isto dezenas de moções de repúdio e notas contra a PEC foram lançadas na sociedade, como a da CNBB, das Câmaras de Vereadores de diversos municípios e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. Até o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, já se pronunciou contra a PEC 37.
A proposta foi aprovada em várias comissões na Câmara Federal e aguarda entrar em pauta para ser votada em plenário.
O Ato Púbico Contra a PEC é aberto para toda sociedade, especialmente para os cidadãos que estão cansados de ver tanta injustiça, corrupção e impunidade.
Coordenação da Campanha Brasil Contra a Impunidade
https://twitter.com/naopec37
www.facebook.com/brasilcontraimpunidade
MPF-AP participa de manifestações de repúdio à PEC 37
O Ministério Público Federal no Amapá (MPF-AP) participa de ações conjuntas com o Ministério Público do Estado (MP/AP) contrárias à PEC 37. Nessa segunda-feira, 8, os procuradores da República George Lodder e Damaris Baggio, a procuradora-geral de Justiça Ivana Cei, procuradores e promotores de Justiça, e representantes de classes participaram de café da manhã com deputados da bancada federal, no auditório do MP/AP.
Na ocasião, o procurador da República George Lodder ressaltou que o Ministério Público adquiriu proficiência na investigação dos crimes de colarinho branco e o faz de forma séria e independente. A procuradora da República Damaris Baggio, representante da Associação Nacional dos Procuradores da República enfatizou: Não somos contra a polícia. Disse ainda: Sabemos que essa ideia [de limitar os poderes do MP] não partiu da sociedade civil.
O promotor de Justiça João Furlan, presidente da Associação do Ministério Público do Amapá, disse que as ações não se tratam de um confronto entre polícia e Ministério Público. A procuradora-geral de Justiça Ivana Cei afirmou que impedir que alguém investigue é uma decisão antidemocrática. E defendeu: O importante é que nós todos tenhamos a oportunidade de coibir o crime.
Após ouvir aos membros do MP, parlamentares se manifestaram-se. O deputado federal Luiz Carlos (PSDB) assegurou: Estarei sempre ao lado da população, sempre ao lado da legalidade. Por isso, sou simpático à manutenção do poder de investigação do Ministério Público. Evandro Milhomen (PCdoB) enfatizou: O MP tem o poder de estar vigilante à Constituição e a gente não tem o direito de tirar esse poder do MP. Vocês não se desapontarão com a bancada amapaense, finalizou. Clécio Luís, prefeito de Macapá manifestou total apoio ao MP.
Augusto Almeida, presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Amapá, foi incisivo: O sindicato se põe a favor da sociedade que só tem a perder com essa aprovação. Em apoio ao MP, Edinaldo Batista manifestou-se: Não é fragilizando a sociedade que uma categoria deve se fortalecer. Ele é representante dos movimentos Mãos Limpas, de Combate à Corrupção Eleitoral, Amapá Contra a Corrupção e do Sindicato Nacional dos Servidores do MPU.
Pela tarde de segunda-feira, promotores e procuradores de justiça, e a procuradora da República Damaris Baggio, seguiram para Laranjal do Jari. No município, os membros do Ministério Público Estadual e Federal participaram de mais um ato contra a PEC da impunidade. Ao longo da semana estão previstas outras manifestações: na quarta-feira em Oiapoque e na próxima sexta-feira, 12 de abril, às 11h, haverá mobilização na Praça da Bandeira, em Macapá.
http://www.diariodoamapa.com.br/cadernos/principal/geral/2543-mpf-ap-participa-de-manifestacoes-de-repudio-a-pec-37
Entidades Sociais se reúnem com o Ministério Público para repudiar a PEC 37
As entidades entendem que, atualmente, mesmo com as investigações sendo feitas pelo Ministério Público, pela Receita Federal, pelo Conselho de Controle de atividades Financeiras (COAF), pela Controladoria Geral da União (CGU), e pelos mais diversos órgãos de controle de fiscalização, a onda de criminalidade, especialmente os crimes contra a Administração Pública (corrupção, peculato, etc.), tem tido sensível crescimento em nosso Estado e país. O que dizer, então, se somente a policia civil e federal cuidarem da investigação criminal? “Será um retrocesso e um acinte à cidadania!!!”, preocupa-se o representante de uma das entidades.
O que chamou a atenção, na reunião, foi a presença do representante do sindicado dos Policiais Federais (agentes e papiloscopistas) no Estado do Amapá, o qual disse que a PEC só interessa a alguns delegados federais e civis e não a toda a categoria.
Estiveram presentes à reunião representantes das seguintes entidades: Comissão Pastoral da Terra, Comissão de Paz e Justiça, Comunidade de Base da Diocese, CONAMA, Movimento Mãos Limpas, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Sindicato Nacional dos Servidores do MPU, Amapá Contra a Corrupção, SINDESAÚDE, SINDUFAP, Sindicato dos Policiais Federais do Amapá, Associação dos Moradores do Brasil Novo.
A PEC 37 foi apresentada no Congresso Nacional pelo deputado Federal Lourival Mendes, do Maranhão, que é o delegado de polícia naquele Estado, e vinha tramitando “na surdina”, às escondidas do cidadão brasileiro.
Leia, também sobre a matéria a Nota da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), obtida no sítio do Jornalista Corrêa Neto ( http://migre.me/dYyOc) .
http://www.mp.ap.gov.br/portal2011/geral/174-entidades-sociais-se-reunem-com-o-ministerio-publico-para-repudiar-a-pec-37.html
quinta-feira, 7 de março de 2013
Movimentos Sociais realizam Fora Brahuna em solenidade do Tribunal de Justiça do Amapá
Apesar da ameaçadora nota oficial do TJAP, do forte esquema de segurança e do boicote da maioria da imprensa, especialmente a televisionada, o Movimento Mãos Limpas e Amapá Contra a Corrupção, realizaram um ato pacífico em frente ao Teatro das Bacabeiras durante a posse da nova diretoria do Tribunal de Justiça.
Expondo faixas, cartazes e distribuindo panfletos com a nota intitulada: “BRAHUNA, PARA O POVO VOCÊ É SUSPEITO”, os manifestantes pediam que o desembargador Constantino Brahuna se afastasse dos processos envolvendo seu amigo pessoal deputado Moisés Souza.
Os movimentos entendem que a credibilidade do judiciário amapaense está em xeque, pois a manutenção de Brahuna na relatoria dos processo coloca em risco o princípio da imparcialidade do magistrado, já que possui estreita ligação com o réu. “Brahuna já afirmou categoricamente que é amigo pessoal de Moisés, frequenta sua casa e por sua vez Moisés frequenta a casa de Brahuna, não existem dúvidas, só não vê quem não quer ou quem tem interesse em não ver, a justiça é cega, porém o povo não é burro”, afirmou Edinaldo Batista, um dos organizadores do Ato.
O FORA BRAHUNA continua nesta quarta feira, dia 06/03, acompanhando a posse dos juízes eleitorais do TRE. O ato está marcado para 17 horas. O Ato é pacífico, independente e apartidário. O Convite é aberto para toda sociedade.
Movimento Mãos Limpas
Amapá Contra a Corrupção
Marcha Nacional Contra a Corrupção
A nota do TJAP está em:
http://www.facebook.com/pages/Tribunal-de-Justi%C3%A7a-do-Estado-do-Amap%C3%A1/215744231796241
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
MOVIMENTOS SOCIAIS REALIZAM "FORA RENAN" NO AMAPÁ
Movimento pede também a cassação de Moisés Souza e Edinho Duarte
Geraldo Magela/Agência Senado
Após a entrega de mais de 1.5 milhões de assinaturas pedindo o impeachment do presidente do senado (senador Renan Calheiros) realizado no dia 20 de fevereiro, as organizações sociais realizam em todo Brasil atos exigindo a saída de Renan da direção da casa revisora. Os atos ocorrerão nos dias 23 e 24 de fevereiro.
No Amapá a atividade será realizada no dia 23, sábado, a partir das 16 horas na Praça da Bandeira.
Na pauta local será exigida a abertura de processo de investigação e cassação dos deputados Moisés Souza e Edinho Duarte. Sobre estes pesam diversas denúncias de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Tais denúncias já foram recebidas pelo Tribunal de Justiça, que, reconhecendo a gravidade dos fatos, promoveu o afastamento dos dois deputados da direção da Assembleia Legislativa do Amapá.
Outros temas também farão parte do ato, como as arbitrárias prisões dos trabalhadores de Ferreira Gomes e a afrontosa suspeição do desembargador Constantino Brahuna nos processos envolvendo o deputado e amigo pessoal Moisés Souza.
O FORA RENAN, como ficou conhecido nacionalmente o movimento, ocorrerá em pelo menos 15 capitais.
A atividade no Amapá tem como identidade o pacifismo, a independência e o apartidarismo. Sugere-se ainda que os participantes vistam roupas pretas, brancas ou de suas entidades sociais.
Amapá Contra a Corrupção
8118 4640 - 9145 4717
Twitter:@mmaoslimpas
Facebook.com/ amapacontraacorrupcao
https://www.facebook.com/ events/352553838191237/
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ATENÇÃO
A Transparência Amapá vem a público divulgar que o nº798 foi o vencedor da rifa de um IPED 2 32 gb Apple Wi-Fi 3G Branco.
Cabe ainda esclarecer que a Caixa Econômica transferiu os sorteios das sextas para as quartas-feiras. Desta forma, considerou-se o sorteio da quarta mais próxima que foi dia 28/03/2012.
A Amapá Transparência agradece à todos pela colaboração e parabeniza a pessoa sorteada!

